julho 11, 2011 - Posted by AMN - 0 Comments
Quando se fala em aparecer na mídia, aproveitar este espaço para propagar idéias, pensamentos, e principalmente, sua própria marca: o nome do político ou da celebridade há sempre uma dúvida, essas pessoas têm direito à privacidade? Devem ter intimidade? De quem é o interesse com a divulgação das notícias? É do público, da imprensa ou de quem se tornou notícia?
Antes de defender o público, a imprensa ou o político/celebridade é necessário observar os contextos. De um lado, celebridades e políticos vivem e sobrevivem do seu nome/marca em evidência, precisam da mídia para propagar/difundir sua atuação e assim conquistar seus seguidores/eleitores/fãs. Já a imprensa, torna público o que acredita ser de interesse coletivo, cumprindo seu papel social, seguindo sempre a linha editorial definida do veículo. O público por mais que diga não ter interesse em notícias relacionadas a políticos e celebridades, consome esse produto. Há sim, um despertar de interesses por esse tipo de assunto, pelos mais diversos motivos. Agora, o que está em discussão?
De acordo com (Veiga, 2007),
“O problema surge quando essas celebridades (que, muitas vezes, dependem da própria exposição à mídia para serem consideradas pessoas célebres), resolvem reclamar sua privacidade na Justiça. Elas alegam que possuem o direito à vida privada e que a imprensa não tem o direito de divulgar aquilo que diz respeito à esfera pessoal de suas vidas. Já as revistas e tablóides defendem que estão corretos quanto à divulgação, visto que, ao definirem o que publicar, encontram-se em pleno gozo de seu direito à liberdade de manifestação do pensamento.”
Em seu artigo Reputação pessoal e escrutínio público, o professor (Forni, 2011) fala da influência da vida pessoal dos políticos/autoridades em sua imagem pública, comentando que:
“Episódios recentes com políticos e outras autoridades evidenciam a facilidade com que reputações pessoais se esboroam ou se desgastam por atos inconsequentes, descuido, arrogância, ambição ou picaretagem pura.”
(Forni, 2011) reforça o pensamento do jornalista, professor e consultor político e de comunicação, (Torquato, 2011) citando seu artigo Guardar o coração na cabeça. Ambos citam o caso do senador Aécio Neves que se recusou a submeter-se ao teste do bafômetro e ainda, dirigia com a carteira vencida. Para (Torquato, 2011) a vida privada do homem público é sim de interesse social, explicando ainda que:
“O homem público tem o dever de compatibilizar a vida privada e a pública, na medida em que ambas são forjadas por valores e princípios que expressam seu caráter.”
(Torquato, 2011) fala ainda da necessidade de garantir a cidadania, lembrando que, devem sim, serem invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas. Agora, o próprio (Torquato, 2011) faz questão de esclarecer que uma coisa “é o ato particular que ocorre no sagrado espaço do lar ou no ambiente pessoal do trabalho, outra é o evento privado que se desenvolve em território público. E mesmo em locais privados a conduta do homem público há de ser condizente com os valores republicanos e com preceitos éticos e morais da sociedade”.
Os princípios constitucionais existem. Eles regulamentam o direito à informação, a liberdade de expressão, o direito à privacidade e à intimidade, agora, é necessário citar (Filho, 2002), que diz:
“Não é possível analisar-se uma disposição constitucional isoladamente, fora do conjunto harmônico em que deve ser situada; princípios aparentemente contraditórios podem harmonizar-se desde que se abdique da pretensão de interpretá-los de forma isolada e absoluta.”
A partir desta possibilidade, a interpretação será feita de acordo com os interesses coletivos, observando que, políticos/autoridades e celebridades influenciam no comportamento social, uma vez que são pessoas públicas, que propagam idéias, sendo manipuladores sociais.
Concordando com (Veiga, 2007) ao dizer que “embora as leis sejam fixas no tempo, podem ser interpretadas de acordo com aquilo que a sociedade entende por justo. Em outras palavras, as normas devem se adequar ao contexto social devem refletir a realidade da vida cotidiana. No caso das celebridades, o boom de revistas sobre o assunto reflete o contexto cultural de nossa sociedade”.
É certo que políticos/autoridades e celebridades devem seu status ao fato de estarem mais expostas à mídia. Como diz (Veiga, 2007), eles dependem desta mesma exposição para se tornarem uma pessoa famosa.
Recorrer à Justiça, ou alegar invasão de privacidade/intimidade deveria ser apenas no caso da notícia veiculada ser de caráter de calúnia e difamação, a falta da verdade.
Todos aqueles que assumem uma vida pública devem estar cientes das suas responsabilidades e dos princípios da massa, ou seja, renunciam a sua vida privada, e sem ela, não há intimidade. Pedir, essa intimidade talvez seja uma estratégia que pode ser vista como, conforme (Veiga, 2007), “uma atitude oportunista (ela só pede a proteção da privacidade quando lhe interessa, ou quando a divulgação lhe ofende, caso contrário aproveita da exposição de sua vida para fazer fama)”.
Bibliografia
Filho, S. C. (2002). Programa de Responsabilidade Civil. São Paulo: Malheiros.
Forni, J. J. (26 de abril de 2011). Comunicação & Crise. Acesso em 10 de julho de 2011, disponível em Comunicacaoecrise.com: http://www.comunicacaoecrise.com/new/index.php?option=com_content&view=article&id=387:reputacao-pessoal-e-escrutinio-publico&catid=35:blog&Itemid=54
Torquato, G. (24 de abril de 2011). Estadão . Acesso em 10 de julho de 2011, disponível em Estadao.com.br: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110424/not_imp710067,0.php
Veiga, I. R. (2007). http://www.intercom.org.br/. Acesso em 10 de Julho de 2011, disponível em Intercom: http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sudeste2007/resumos/R0397-1.pdf
abril 8, 2011 - Posted by AMN - 0 Comments
Sabe quando a gente vê que tá na hora de mudar geral? Abrir as gavetas e jogar fora tudo que é inútil, mas que guardamos e nem lembramos por qual motivo? No dia 14 de janeiro eu fiz isso com alguns quilos que eu tinha ganhado na gravidez. Resolvi mudar. Comecei uma dieta.
Agora, dia 08 de abril, quase três meses depois comemoro a marca de 14 quilos eliminados. Alguns corajosos chegam e perguntam: o que você fez? Outros, mais audaciosos, qual é o remédio? E aqueles, discretos: é impressão minha ou você emagreceu? Emagreceu né! E aqueles, que também estão acima do peso, mas não olham a verdade no espelho, pedem a receita, e quando respondo: comer seis vezes ao dia, em pequenas quantidades, ter acompanhamento de nutricionista, as pessoas geralmente falam: ah não! Achei que era de outro jeito.
Na verdade o ser humano sempre está em busca do caminho fácil, rápido. Aquele que também vai embora facilmente. Mas as pessoas não querem pensar a longo prazo, mas sim, no momento.
Quando engravidei guardei minhas roupas. Prometi que com um ano iria parar de amamentar a pequena e em seguida, dieta. Não cumpri. Ela já está com 1 ano e 9 meses, ainda mama. Tá uma moça, mas continua tendo esse elo comigo. A gordura estava me incomodando, não me sentia bem. Ficava deprimida. Olhava minhas fotos de 2008 e pensava: como era bonita.
Na verdade, eu continuava bonita. Só não notava, porque estava muito infeliz. A infelicidade era com meu corpo, comigo. Nada me agradava e a quem eu recorria: a comida. Comer era um prazer, um alívio.
Na verdade, nós, seres humanos, temos medo de enfrentar nossos problemas e mandá-los embora, para que assim, possamos ter segurança e nos sentirmos felizes. Eu fiz isso, mandei embora. Com a gordura está indo a depressão, a feiúra e tudo que possa me entristecer. Sabem por qual motivo? A vida é uma só e ficou para ser vivida, enquanto eu lamentava, não vivia. Então, reagir é a melhor forma de viver.
abril 5, 2011 - Posted by AMN - 0 Comments
Cada vez mais a sociedade busca manter-se informada. Para isso, ampliou e personalizou a maneira como seleciona a fonte de informação. Mas isto não significa que há uma nova ordem de informação segmentada. A sociedade de massas continua.
A permanência do perfil da sociedade de massas, apesar do mundo multimídia, é prova de que o pensamento de Luiz Beltrão estava correto. Ele dizia que a sociedade é de tal ordem que o individuo se recusa a acreditar que é apenas uma peça da engrenagem social e que suas idéias são idéias que lhe foram implantadas pela mídia.
A influência da mídia continua. A diferença é que antes a captação de informação era igualitária. Todos sabiam através do jornal, das emissoras de rádio e da televisão. Agora, as fontes de informação foram ampliadas, e cada receptor seleciona o meio pelo qual deseja receber a mensagem. E desta decisão, por meio de que veículo ele será informado, irá influenciar no conteúdo, uma vez que alguns são mais profundos, outros superficiais, e desta abordagem irá influenciar no nível de formulação crítica que ele tratará o assunto a que foi exposto.
(Oliveira, 2003) afirma que “a principal característica da massa é o pseudo-pensamento. A massa acredita que pensa, mas só repete o que houve nos meios de comunicação de massa”.
Atualmente, aquele que possui mais acesso a informação é considerado um líder, uma vez que, as pessoas passam a segui-lo, já que ainda vive-se na ordem social da comunicação de massa, que as pessoas buscam ser aceitas pelos seus pares, e para isso, seguem a opinião da maioria com medo de serem rejeitadas.
(Beltrão & Quirino, 1986) explicava que o processo de comunicação de massa tem por objetivo informar, educar, entreter, persuadir, promover a integração individual e coletiva na realização do bem-estar da comunidade.
Essa idéia ainda permanece, as características da comunicação de massa ainda prevalecem apesar da evolução ocorrida no processo de comunicação/informação. A cibercultura permite a criação de um público mais consciente/crítico, mas que na verdade ainda é influenciado pelos padrões de manipulação dos meios de comunicação, tão citados por Perseu Abramo.
O desejo de andar na moda, como a maioria, seguindo estilo e tendências é o mesmo, apenas, acrescentou-se uma personalização, um toque pessoal, que faz parte da tendência da cibercultura, de tentar identificar com o autor/receptor a mensagem que está sendo transmitida.
A ordem é a mesma. Apenas os hábitos mudaram. A seleção hoje, é diferente. E quem tem mais informação é quem pode liderar.
Ana Maria Negreiros, estudante do Programa de Pós-Graduação em Comunicação Pública da POSEAD/FGF .
fevereiro 25, 2011 - Posted by AMN - 2 Comments
Meu sonho sempre foi estudar jornalismo. Queria ser repórter. Na faculdade ainda comecei a trabalhar. Aprendi muito com seu Luiz de Carvalho, o Antonio Costa, a Sandra Miranda – que também estudou comigo. Ela foi um exemplo, de quem estava no mercado, proprietária de jornal, mas que achou necessário ir para faculdade pegar seu diploma de jornalista.
E quanto orgulho ter um diploma de jornalista. Mesmo que hoje ele já não tenha tanta validade. Serve apenas para nos separar em jornalistas profissionais e jornalistas, porque agora, a justiça acha que qualquer um pode ser. Eu não concordo, os quatro anos de faculdade foram muito importantes para mim. Aliei teoria e prática, tanto em redação como em assessoria.
Ser repórter é como dizia Rui Barbosa, “é ser a vista da nação”, mas ser assessor, é o que? Para muitos, aquela pessoa que dificulta. Para mim, assessor é facilitador, é quem é obrigado a ser acessível, o responsável pelo acesso.
Como assessora busco agir rapidamente no atendimento a imprensa, fornecendo todas as informações necessárias, até mesmo aquelas que muitos esconderiam. Sou da teoria de que um boato só vai para frente se quisermos. O melhor é enfrentar. Olhar de frente o problema é dizer: o que aconteceu foi isso. A verdade é essa. Quando erramos devemos assumir publicamente. Agindo com honestidade a conseqüência será a credibilidade.
Assim pauto meu trabalho como assessora de comunicação. Gosto de planejar minha atuação. E com meu plano em mãos, executá-lo. Gerenciar projetos de comunicação fazem com que minha rotina jamais seja a mesma. Há momentos que penso em desistir, como em qualquer outra profissão, porque temos altos e baixos, mas sempre, tenho orgulho em dizer: sou assessora de comunicação.
Me orgulho do que faço. Toda segunda-feira, para mim, é de muita emoção. Quando ouço nosso programa de rádio. Quando vejo nosso informativo. É uma realização. Cada produto que fazemos é um filho e cuido deles, com amor, porque o que me faz ser assessora é minha paixão pelo faço. Essa sim, é a diferença.
Também tem sido diferença na minha vida, os meus parceiros, que são amigos e companheiros. O Rogério, que está sempre ali, o Siloé com seu jeito menino travesso que sempre me dá a mão, o Ornaldo, a Luciana, a Marisângela, a Glaucia…todos eles, fazem do nosso trabalho, um prazer e não uma obrigação…
fevereiro 24, 2011 - Posted by AMN - 0 Comments
Também no site Jornalistas da Web publiquem em outubro de 2007 o artigo Futilidade ou não, já conquistou a Web.
Navegue comigo , recordando o colunismo social na Web, em 2007
É comum ver uma pessoa lendo o jornal e escondendo que a primeira página a ser lida é a de coluna social. O motivo é que por muitos anos o preconceito contra esse tipo de jornalismo foi saindo do aceitável e virando um mito, o de que coluna social é fofoca e fútil. Mas será isso mesmo?
Uma das áreas mais difíceis de serem produzidas no meio jornalístico, já que o profissional é preparado para trabalhar sem utilizar adjetivos, o colunismo social foge de todas as regras jornalísticas e passa a evidenciar pessoas. Hoje, as revistas mais vendidas são exatamente as de fofocas. As que trazem informações sobre a vida das celebridades, ricos e famosos. E essa onda, de saber o que acontece com o outro, qual roupa estava vestindo em um evento, se estava na moda ou não, ou com quem estava, tornou-se um negócio rentável pelo alto índice de leitura e procura.
No Tocantins, que é um dos estados a engatinhar no jornalismo online, o colunismo social tornou-se mais evidente no ciberespaço do que no meio impresso. Em Palmas, pessoas comuns têm sua noite de glória ao serem clicadas por algum dos sites que trabalham nessa linha. Durante os eventos, seja em uma boate, em um show ou até mesmo em festas particulares, a onda é ser clicado e receber um cartão com o endereço do site.
O interessante é que são disponibilizadas as fotos, a “celebridade” momentânea passa a divulgar que sua imagem está no site tal e os amigos acessam. Quando a foto está boa, rapidamente o download. Como os registros expostos são de baixa qualidade, o internauta entra em contato com o site e compra o conteúdo com qualidade de impressão. O que era para ser apenas a cobertura jornalística, tornou-se um negócio rentável, sendo exemplo de empreendedorismo digital.
Destacam-se como projetos desse modelo diversos sites tocantinenses, como o Jaciara Barros e o Alba Costa, ambos de autorias das colunistas homônimas. Mas o pioneirismo ficou por conta do site Você D+, o primeiro a surgir no estado, demonstrando que havia uma área em aberto no ciberespaço e um público que buscava não apenas notícias, mas também ver-se como notícia. O sucesso do Você D+ fez com que o site fosse ampliado também para o estado de Goiás. Hoje, a cobertura dos eventos na capital, Goiânia, também chama atenção.
O Jornal Mulheres, que também faz cobertura de eventos, registrando desconhecidos e colocando-os na Internet, tem um modelo diferenciado. Além de conquistar o internauta por ele ter a chance de estar ali, como notícia, o site oferece dicas de beleza, saúdes e curiosidades, contando também com matérias jornalísticas. O acesso ao site fica por conta das mulheres.
O público jovem monta sua agenda e sabe onde ir nos finais de semana navegando pelo Universo Jovem, um projeto que orienta este público e também faz coberturas dos eventos. Ao contrário dos outros, o Universo Jovem oferece ao seu internauta, que os contratam para cobertura, uma novidade que tem atraído os olhares dos tocantinenses: um telão que vai disponibilizando em tempo real fotos e comentários do evento em questão. Quem está na festa, se vê no telão, e quem está em casa, sabe se vale ir até o local ou não, já que a cobertura é feita na hora.
Os projetos de colunismo social tornaram-se o grande atrativo do ciberespaço tocantinense, a oportunidade de aparecer num veículo informativo, que antes ficava apenas para ricos, famosos, celebridades e autoridades. E também uma chance para o profissional demonstrar seu empreendedorismo na área de comunicação, trabalhando com um público segmentado, e mostrando que coluna social não é futilidade e muito menos um espaço para fofocas, mas sim, um trabalho sério, que requer cautela e profissionalismo.
fevereiro 24, 2011 - Posted by AMN - 0 Comments
Em 2007 fiz um artigo avaliando o cenário do jornalismo online no Tocantins. O material foi publicado pelo Jornalistas da Web, um site que é referência na área de jornalismo digital e mídias sociais. Conheça www.jornalistasdaweb.com.br…

Agora, vamos navegar pelo Tocantins nos ides de 2007:
Enquanto o Brasil já vivia o advento da Internet, o mais jovem estado do país ainda nem sabia o que era ter notícias locais em tempo real. Esta parecia ser uma realidade muito distante. Ninguém sequer se aventurava. Até que em 2005, a chance de saber o que acontece no mesmo dia, praticamente com o fato, começou a ser ventilada. Com isso, surgiu o primeiro site noticioso, em tempo real, o Cleber Toledo, do jornalista homônimo.
Após conquistar o internauta – e passar a ser a principal fonte de informação em 2006 dos bastidores políticos – em 2007 começou a explosão de sites noticiosos no estado. Hoje, já são mais quatro sites que publicam a notícia em tempo real. Mas não é pouco? Para um estado como o Tocantins, que vive um momento de crise na imprensa, em que há dificuldades financeiras, não é. Hoje, os veículos de comunicação sofrem com a falta de anunciantes na iniciativa privada e ainda mantêm-se dependentes dos anúncios do poder público. Com isso, manter um veículo de comunicação tornou-se uma atitude corajosa, mas de muitos sacrifícios.
Além disso, o número de habitantes com acesso à Internet ainda é pequeno, comparado proporcionalmente aos demais estados. Até os sites institucionais ainda estão engatinhando. Nem todas as cidades possuem seu site oficial. O que se tem hoje no estado, é novidade. Quase todos os jornais impressos já estão na Rede, mas ainda não fazem jornalismo em tempo real, e sim uma adaptação de suas edições impressas. O único que diferencia, tendo as duas formas, é o semanário O Jornal. Lançado em abril deste ano, as notícias são atualizadas, de acordo com o site, a cada três minutos. E sua versão impressa é disponibilizada aos domingos, data que circula o semanário.
Mas exemplos como estes são iniciativas que estão abrindo as fronteiras do Tocantins. Já que antes, apenas os portais do Governo do Tocantins e da Prefeitura de Palmas trabalhavam a informação em tempo real. O Cleber Toledo tornou-se a principal fonte de informação do internauta tocantinense, chegando inclusive a pautar a imprensa local. A realização de chats com políticos e autoridades fez com que diversos temas polêmicos pudessem ser abordados com a participação do internauta.
O site também inovou com a utilização da interatividade. Os comentários transformaram-se em 2006 num verdadeiro ringue eleitoral. Partidários passavam a discutir ali os temas ligados a campanhas e a criar um debate paralelo ao meio político. Com essa conquista, diversos empresários resolveram aderir a esta linha, como o EstadoWeb. A concorrência pela conquista do internauta está fazendo com que os sites noticiosos do Tocantins evoluam, não apenas no quesito informação, mas também em layout e navegabilidade. Assuntos estes que sequer eram discutidos no meio universitário até 2002.
Agora, apesar de a notícia local estar evoluindo na Internet, o conquistador desse meio no estado ainda está nos sites que realizam coberturas de eventos. Quem está numa festa na capital, Palmas, ou em Gurupi e Araguaína, sempre é clicado, e imediatamente já recebe um cartão com o endereço do site, que tem acesso livre. Esses sites, como o Universo Jovem e o Você D+ – este último já expandiu sua cobertura para a capital de Goiás, Goiânia –, sem dúvida, são os mais acessados.
Com o surgimento dos veículos locais em 2005 na Rede, até os políticos tocantinenses já aderiram à rede, como a vereadora Warner Pires, que recentemente lançou seu blog. Além desse, só o blog do vereador José Damaso.
Essas mudanças em relação à utilização da internet no Tocantins estão mudando até mesmo o jeito de alguns administradores realizarem seu trabalho. O prefeito do município de Santa Rosa, a 166 km de Palmas e com menos de cinco mil habitantes, não conseguiu aceitar o fato de a cidade não possuir acesso à Internet e implantou um projeto de inclusão digital audacioso, com a construção de uma torre de transmissão de dados com 28 m de altura. Com a torre em funcionamento, a prefeitura passou a disponibilizar a todos os moradores o acesso à Internet. Quem tem computador em casa, paga uma taxa de R$ 38,00 na prefeitura e utiliza o serviço. Quem não tem, usufrui de um telecentro e das escolas do município – e até dos órgãos públicos, que deixam um computador com acesso aos moradores. O sistema usado é wireless.
Para o prefeito, o programa de inclusão digital de Santa Rosa é uma maneira de incentivar a busca por oportunidades e conhecimentos, e não deixar a cidade isolada. O projeto é novo, terminou de ser implantando em agosto, mas já conta com seu site.
Iniciativas como essa, tanto de novos produtos na rede, como políticas públicas de inclusão digital, demonstram que a igualdade nos serviços e nas informações Brasil a fora é possível.
fevereiro 24, 2011 - Posted by AMN - 0 Comments
Muitos dos usuários de Internet sequer sabem o conceito de Web 2.0. No Brasil este é um conhecimento da minoria. Mas eles sabem, ao seu modo, utilizar, selecionando o que é de seu interesse.
O internauta conseguiu transformar a sua navegação em um padrão pessoal, buscando o que é de seu interesse e pertencente ao meio que vive e se relaciona. Esta facilidade de navegação vem de encontro a nova geração da Web, definida pela reportagem da (Folha de São Paulo, 2006) como sendo “o termo Web 2.0 é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web –tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. A ideia é que o ambiente on-line se torne mais dinâmico e que os usuários colaborem para a organização de conteúdo”.
fevereiro 23, 2011 - Posted by AMN - 0 Comments
Criar um blog. Uma tarefa nova para mim, mas atraente. Sempre tive vontade de fazer, mas nunca vi um motivo. Até ingressar na pós-graduação da FGF. Estou cursando o programa de Comunicação Pública. Na disciplina Novas Mídias e Novas Tecnologias precisamos fazer um CASE. Escolhi o blog.
Mas que blog é esse? Será um espaço para comunicar. Falar um pouco do que é o assessor/consultor de comunicação e marketing. Sou graduada em Comunicação Social habilitação em Jornalismo. Formei em 2001. Tem um tempinho. Comecei uma pós em Linguística Textual, não conclui. Fiz uma em marketing estratégico. Amei. Faltava algo para me preencher, porque há anos atuo com comunicação pública e política. Descobri o que era: a pós em comunicação. Estou fazendo. Depois, vou para o Mestrado. Até lá, vamos usar este espaço para falar sobre comunicação e claro, minha paixão: imagens/fotografias, o poder que elas têm.
Sou assessora de Comunicação da Prefeitura de Colinas. Sou consultora de comunicação da FIESC. Amo comunicação, ela faz a diferença na minha vida.
Bora navegar?
Vamo comigo...
Ana Maria Negreiros
Comunicóloga…